Polônia, o verdadeiro significado de resistência

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Após os resultados das últimas eleições presidências no Brasil, vários jovens em suas redes sociais passaram a se auto intitularem membros de uma suposta resistência contra o presidente eleito Bolsonaro. Mas que resistência é essa que apenas publica fotos  chorando na internet? Que falsa resistência é essa que resiste contra nada? Afinal, o que é resistência?

Na história da civilização ocidental encontramos várias exemplos de verdadeiras resistências, mas principalmente de católicos que resistiram às mais diversas ameaças contra a fé, como os primeiros mártires romanos, ou os cruzados na luta pela Terra Santa e a Reconquista Ibérica, ou os Cristeros no México.

Porém hoje devido a nova estratégia de manipulação e subversão que o progressismo adotou, a resistência é diferente. A luta hoje se dá de maneira menos física e mais social e moral, é uma luta mais suja e que ataca o interior e o espírito humano, afastando o homem cada vez mais de Deus. 

Contudo, ainda é possível encontrar sociedades  capazes de fazerem frente a essas ameaças. E admirável é o exemplo da Polônia!

A Polônia teve seu inicio como pais no século X e já surgiu como um país católico.Durante sua história sofreram invasões de hordas mongóis e russas. No período mais moderno a polônia conquistou sua independência do império russo e alemão apenas após a primeira guerra mundial. Porém, já em 1919 sofreram uma invasão soviética que ameaça sua soberania nacional e visava implantar o socialismo soviético na recém independente Polônia. E recebendo apoio de países vizinhos, como a Ucrânia, os poloneses conseguiram rechaçar a invasão soviética em 1921.

Entretanto, em 1 de setembro de 1939, compactuando com a URSS, forças nazistas invadiram e dividiram o domínio do país recém conquistado com os soviéticos. Várias atrocidades foram cometidas pelos nazis e soviéticos contra os poloneses, assassinatos, como o massacre de militares poloneses na floresta de Katyn  e deportações em massa para as campos de trabalhos forçados na Sibéria.

A Polônia foi sem sombra de dúvidas o país mais afetado pelos males da Segunda Guerra Mundial, foram mais de 5 milhões de civis poloneses mortos, totalizando quase 16% da população polonesa na época. Apesar disso, decidiu-se na  Conferência de Yalta, que decidiria os novos rumos da Europa pós guerra, que o novo governo polonês seria sancionado pela URSS, e mesmo após uma guerra que destruiu o país muitos poloneses ainda tiveram coragem e ânimo para pegarem em armas e resistirem bravamente contra a ocupação soviética. E gradativamente foram conquistando sua liberdade política da URSS, até o fim desta em 1991.

Atualmente, a Polônia continua sua luta, mas dessa vez  contra as agendas globalistas e anti cristãs, defendidas pela comunidade internacional e a ONU. No começo deste ano de 2018 os poloneses conseguiram restringir ainda mais o aborto no país, assim como lutam contra os males da ideologia de gêneros e do “casamento ” homossexual, e principalmente contra a islamização de seu país. Exemplo disso são as várias manifestações patrióticas que ocorrem em todo o país, mas principalmente ações de fé e orações, como a que ocorreu no ano passado chamada de “Rosário nas fronteiras”, uma genuína demonstração de fé, amor a Igreja, defesa de seus ideais e valores morais e culturais tão ameaçados.

Milhares de fiéis rezam o Rosário nas fronteiras da Polônia

Em tempos em que o mundo vê o Ocidente afundar de maneira tão rápida, acentuado pela islamização dos países europeus, ideologias imorais destrutivas de valores,que corroem com muito mais rapidez e que são mais nocivas e perigosas que uma invasão soviética, ainda encontra-se resistência em seu verdadeiro sentido, resistência ao errado, resistência ao imoral, resistência ao mundo.

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