Quebra de decoro parlamentar durante CCJ revela o estado de educação e respeito de alguns parlamentares

“Tigrão” e “tchutchuca”, estes foram os termos usados pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR) para atacar o Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realizada nessa quarta-feira (03/04). O encontro, que durou mais de seis horas, tinha por objetivo esclarecer a PEC da reforma da previdência. Entretanto a sessão teve que ser encerrada pelo deputado Felipe Francischini após os ataques dos opositores ao Ministro.

Zeca Dirceu, deputado federal desde 2011 (PT)

“O senhor é ‘tigrão’ quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidades. O senhor é tigrão quando é com os agricultores, os professores. Mas é ‘tchutchuca’ quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país”

O deputado do Paraná pelo PT, Zeca Dirceu, é filho do ex-ministro José Dirceu, também do Partido dos Trabalhadores, e que está atualmente condenado pelo Mensalão e pela Lava-Jato. O fruto não cai longe da árvore.

Há algumas semanas o governo Bolsonaro foi criticado pela “falta de articulação” para a aprovação da nova Previdência. Na semana passada (27/03), durante um debate com os senadores na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Guedes afirmou não ter apego ao cargo, e que pode deixa-lo caso não seja útil.

“Estou aqui para servi-los, se ninguém quiser o serviço, terá sido um prazer ter tentado. Não tenho apego ao cargo, mas não terei irresponsabilidade de sair na primeira derrota”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, debate a reforma da Previdência (PEC 6/19)

Apesar das criticas que vem recebendo, o Ministro da Economia tem se mostrado disposto a explicar, debater, discutir e a repassar o texto da reforma deixando para a Câmara a tarefa de propor as mudanças que achar necessária. Entretanto os deputados e senadores contrários a nova Previdência estão mais interessados em tumultuar e bagunçar as sessões; afinal de contas eles sabem que não há o que ser discutido: a reforma precisa acontecer.

Durante a confusão, Maria do Rosário acusou a assessora especial do ministério da Economia, Daniella Marques, de tê-la agredido. Depois ela revelou que não houve nada.

Mais uma vez vemos o debate desleal que existe na política brasileira. Um lado realmente interessado em aprimorar o texto e a contribuir para o país, e um outro lado completamente desinteressado do debate democrático. A quebra de decoro parlamentar do deputado Zeca Dirceu apenas serve de modelo didático para ilustrar qual lado não está interessando em negociar: a esquerda.

 

O que esperar para os próximos dias?

O Ministro Paulo Guedes lutou bravamente durante a CCJ. Jair Bolsonaro irá se reunir com os líderes dos partidos para convencê-los da necessidade de se aprovar a reforma. A bancada da chupeta nada tem a oferecer além da velha choradeira histérica. A articulação que falta seria, por um acaso, oferecer mamadeiras para os petistas?

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