Cubana abandona Mais Médicos e foge para os EUA

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A médica cubana Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami (EUA), noticiou a Folha de S.Paulo.

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A Dra. Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami.

Ela estava sendo pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha prisão.

Dianelys havia chegado ao Brasil em dezembro de 2013, no contexto do plano “Mais Médicos”, bandeira petista para instalar cidadãos cubanos como profissionais da saúde no interior do País e na periferia de grandes cidades. Ela trabalhava em Jandira, na Grande São Paulo.

Pelo acordo, os médicos cubanos podem receber a visita dos familiares. Mas muitos deles, nem é preciso dizê-lo, não gostam da ideia de voltar à miserável ilha socialista.

Então Cuba ameaça substituir os médicos ou cassar os seus diplomas, para que os familiares dos escravos não permaneçam no Brasil. Também segura na ilha os médicos que voltam de férias, pois eles não podem escolher: o patrão absoluto exige quem vai a Cuba, pois teme as deserções.

Dianelys confirmou sua fuga em mensagem ao seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho.

Dianelys disse à Folha que em Cuba o filho estudava numa escola bilíngue e o marido trabalhava numa fábrica de parafusos. “Gosto do meu trabalho, mas não quero me separar deles por nada”, disse ela. Marido e filho haviam chegado ao Brasil em novembro.

Dianelys escondeu seu projeto: o temor é de que entre os “médicos” haja membros da polícia secreta cubana que os espionam para prevenir fugas à liberdade.

Familia da medica

“Ela fazia um ótimo trabalho, contou o professor Gusso. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava”, acrescentou.

A Secretaria da Saúde de Jandira informou laconicamente que a médica não foi trabalhar. E, em nota, o Ministério da Saúde disse aguardar um comunicado oficial da ausência. Se a médica não aparecer, será desligada do programa. A medida seria radical se não fosse o fato que ela está livre em Miami.

Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início do programa, ao menos 40 desertaram.

A Folha tentou se comunicar com o governo cubano, mas seus e-mails e ligações não tiveram retorno. Entende-se bem por quê.

O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba. Acontecesse algo semelhante num país não socialista e até hoje estaríamos ouvindo o berreiro.

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