Como os teóricos da administração contribuíram para o mundo moderno?

A administração e o comunismo

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Percebe-se que após o processo de Revolução Industrial, o mundo tem caminhado de forma acelerada para além do materialismo.

Dentro da administração, há diversos teóricos que contribuíram imensamente para o mundo moderno, cada qual adaptou as ideias de administração conforme suas épocas e de acordo com sua visão de homem contemporâneo.

Por essa ideia, caminha a mais de 100 anos a escola de administração, sendo esta responsável por diversas adaptações e transformações da sociedade humana com a consolidação e a modernização do capitalismo.

Isso se deve ao fato de que as fábricas e as empresas são grandes expoentes para a influência do comportamento, reação, cultura, costumes, tradição e diversos outros fatores sociológicos referentes ao homem.

O pensamento administrativo tem seu início no começo do século XX, em 1907, com Frederick Winslow Taylor, criador da Teoria Científica da administração. O criador percebeu a necessidade de uma produção mais ativa e rápida – “Tempo é dinheiro” – analisando os resultados de indústrias americanas da época.

O objetivo a partir deste ponto foi aprimorar novas técnicas para o desenvolvimento de métodos científicos que trouxessem maior lucro para a indústria.

Em 1903 ele publica o livro intitulado “Administração de Oficinas”, onde propõe a padronização de processos e de máquinas com o estudo e a aplicação prática, pois através de testes provaria de fato se determinado princípio era correto e deveria ser aplicado.

Tudo isso ficou conhecido como estudo dos tempos e movimentos. A ideia básica que se tem da teoria de Frederick Winslow Taylor é a de que o homem passou a não ser mais um trabalhador, e sim um robô – sendo essa inclusive uma crítica frequente dos atuais teóricos administrativos.

De acordo com os especialistas a teoria de Taylor causava um enorme desânimo e falta de vontade em quem se aplicava.

Essa ideia se deve ao fato de que os princípios do taylorismo não visavam o bem-estar do homem, mas uma “servidão e robotização do ser humano para a produção massiva do capitalismo” – argumento muito adorado pelos marxistas, que, aliás, trataremos em seguida.

Weber em seu livro intitulado “A Ética protestante e o Espírito de capitalismo”.
Weber em seu livro intitulado “A Ética protestante e o Espírito de capitalismo”.

Observando a administração e fatores ligados à sociedade, Max Weber (1864-1920), um sociólogo alemão, constitui princípios de hierarquia treladas a cultura. Vinte anos após sua morte, especialistas criam a Teoria Burocrática.

As ideias principais de tal teoria se baseavam na burocracia por meio da hierarquia estabelecida dentro da indústria.

É destacado no livro que o protestantismo era a base da produção e do consumo na sociedade alemã. Isso se devia ao fato de que o protestantismo foi uma grande alavanca para o consumismo – coisa trelada ao materialismo inclusive.

Para Max Weber a indústria da época passou a ter como princípio a partir da “Reforma” Protestante, a burocracia e a ciência moderna. Seriam esses, dois expoentes que deveriam ser somados para uma maior eficiência e organização da empresa.

A ideia do conceito de “burocracia” era segundo Weber, a autoridade.

Para ele, existiam três tipos de autoridade: autoridade tradicional – dada a partir de uma tradição, onde um líder religioso, por exemplo, exerce domínio sobre um determinado grupo social; autoridade carismática – por conquistas pessoais de um líder, as pessoas o enxergam de forma mais carismática; autoridade racional-legal – oriunda de regras e normas aceitas por quem é subordinado.

A partir desses princípios, consolidou-se a ideia daquilo que foi chamada de organização burocrática, segundo o autor. Tudo deveria ser normalizado formalmente, e tudo aceito através de uma hierarquia estabelecida.

É óbvio que se percebe pela lógica da corrida do mundo moderna que as críticas conseguintes seriam referentes à hierarquia estabelecida.

Teria um papel negativo uma vez que esta hierarquia não se adaptaria aos fatores externos e mudanças da sociedade, sem contar que o comportamento do funcionário não seria levado em conta, causando desavenças.

Relacionando com as ideias de Frederick Winslow Taylor, Jules Henri Fayol, um engenheiro francês, idealizou a chamada Teoria Clássica administrativa em seu livro “Administração Industrial Geral” no ano de 1916.

Considerados por muitos o pai da administração, Henri Fayol contrariou diversos pontos de estudos de outros dois pioneiros da administração; o próprio Frederick Taylor, e Henry Ford, criador da Ford Motor Company™.

Em sua obra foram feitos 14 princípios que visavam a ordem e a organização dentro do ambiente industrial. Em geral, Fayol destacou a total disciplina e hierarquia no ambiente empresarial somadas com benefícios ao trabalhador.

Toda ideia da Teoria Clássica, foi considerada tempos depois da publicação, como uma obsessão absoluta por comando. Fayol é considerado por muitos uma espécie de “general” idealizador de uma doutrina militar administrativa.

Em paralelo, com o advento da mentalidade modernista, considerou-se, por conseguinte, uma teoria que ludibriava o empregado com objetivo de explorá-lo, assim como fora considerada a teoria clássica de Taylor.

Contestou-se “incentivos” através de salário e benefícios materiais que culminavam por fim em uma manipulação por parte do líder.

Surge no ano de 1924, a ideia de relacionar o bem-estar dos empregados com a Teoria Científica.

O resultado foi fundamental para a formulação de mais uma teoria administrativa, chamada assim até hoje como Teoria de Relações Humanas.

Em 1927, ampliou-se o estudo dos primeiros teóricos da “TRH” em uma empresa dos Estados Unidos que buscou relacionar alguns princípios voltados ao lado humano dos funcionários.

A ideia foi alavancada a partir do momento que foi instaurada a Grande Depressão com a quebra da bolsa de valores em 1929.

Uma empresa chamada Hawthorne da Western Eletric Company contratou na época uma equipe de cientistas para identificar qual era a relação do comportamento dos indivíduos com sua eficiência enquanto produziam.

A equipe possuía como líder o australiano George Elton Mayo, sociólogo e psicólogo.

As principais teorias atacadas por esses teóricos foram a Teoria Científica e a Teoria Clássica, que visavam segundo eles, a desumanização e a escravidão do trabalhador dentro da empresa – não enxergavam o lado humano dos trabalhadores.

Hoje se nota que dentro das empresas, é muito frequente um “conforto” e “aconchego” por parte de alguns subordinados.

Isso se deve ao fato de que o próprio homem moderno, possui uma via para o que mais lhe agrada. A partir desse ponto de vista os marxistas entram na história.

O que derivou a princípio de um erro administrativo – muito mais que administrativo por sinal, sobretudo espiritual – que era a Teoria Social de Karl Marx, hoje é aplicada dentro da administração – como é citado neste ótimo artigo. Até porque o próprio marxismo, observa imenso valor em dominar todos os setores e meios sociais – a própria revolução melhor dizendo.

Com a corrida materialista do mundo moderno, a escola marxista relacionou alguns princípios treladas com algumas ideias das teorias administrativas.

Seria para eles de imensa ajuda, que a administração colocasse o empregado contra o empregador, coisa que na prática aconteceu – aproveitando o embalo da implantação dos ideais comunistas com a luta pelos direitos e a luta de classe.

Foi enorme percursor tornar o homem um ser preguiçoso, burocratizar, monopolizar e estatizar a economia para promover o discurso de direitos e a revolução do proletariado.

Isso se tornou mais fácil a partir do momento em que a administração parou de se importar tanto com a produção e começou a dar mais importância para o conforto do empregado.

Culminou-se, portanto com mais uma tomada de espaço por parte dos marxistas. Até porque, a revolução é total e dominante, como diria Dr. Plínio Corrêa de Oliveira.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Como os teóricos da administração contribuíram para o mundo moderno? – Kaique Caldeira
    Há uma prática quase comum nos sites que publicam artigos identificarem precariamente o texto, seu autor etc. Alguns nem sequer colocam a data de publicação. No caso, por mais que tenha procurado, não consegui encontra nada sobre o autor Kaique Caldeira, de modos queo comentários são apenas sobe o texto, que no fundo é o que interessa.
    Como o autor apenas analisa alguns teóricos da administração, não se sabe qual o próprio pensamento do autor a respeito. O que segue, é ‘opinião’ pessoal sobre administração, que pode dar alguma contribuição adicional ao tem.
    Estamos falando sobre a administração na época atual, que chamo de Era Capitalista. O princípio da administração (tipicamente de pessoal) tem sua origem na DIVISÃO DE TRABALHO, que foi o principio administrativo do capitalismo, descrito por A. Smith. O que seguiu de teorias foi apenas “complementar” esse princípio que de fato formou o sistema capitalista de produção, que é apenas um sistema, confundido por Marx como “regime político”, ou seja lá o que o valha. O próprio Marx e o comunismo que deu origem, JAMAIS TIVERAM OUTRO SISTEMA DE PRODUÇÃO MELHOR, e que na realidade substituiu o sistema de produção feudal, que nada mais era que o ancestral sistema tribal de produção.
    A grande confusão criada pela Revolução Industrial (R.I.), e até por Smith e Marx foi não definir direito o que seja trabalho. Admitiu-se que trabalho é o esforço braçal do “operário” num fábrica. Smith até considerou que a administração fosse mão de obra não produtiva, e Marx, burgueses inúteis. O grande equívoco da R.I. foi difundir a ideia de que a máquina é “mão de obra mais produtiva” do que o homem, e até os animais, que eram as máquinas da era tribal e feudal. Quando se descobriu que o vapor poderia fornecer energia melhor do que os animais, surgiu a R.I.
    Grandes teóricos inclusive expostos pelo texto, exibiram esse equívoco de ponto de partida. Taylor idalizou teoricamente o “homem autômato”, bem explicado por C. Chaplin.
    A administração é tipicamente de pessoal, máquina não se administra para início de conversa.
    O grande equívoco do capitalismo foi não considerar que o grande atributo do homem, é ter inteligência em evolução, seja ele um CEO ou um simples limpador de banheiros. E os grandes teóricos expuseram modelos que ressaltam isso! Hoje já se começa a perceber o erro, daí o que o autor chama “amenidades” no trabalho.
    Bastaria, entretanto, examinar um colmeia. Todos trabalham eficientemente, independente se seja uma simples operária, um zangão ou a rainha. Não há “controladores e controlers”, não há nada escrito, não há polícia (apesar de existir Forças Armadas) etc. E todos cumprem seus trabalhos ‘religiosamente’, seguindo as leis que aprendem logo que nascem. É isso que seria administra também o homem, mormente no trabalho de algum negócio. Que tal não existir controle algum numa fábrica, E NO ENTANTO, TODOS FAZEM EXATAMENTE O QUE TEM FEITO, idealizado pelos CEOs e chefias? A diferença na colmeia é a abelha faz isso exatamente como faziam há uma milhão de anos, de tanto no Brasil como na China. O Homem, a partir de Adão e Eva (ou homem agrícola) foi determinado (ou condenado na Bíblia) a FAZER SUA PRÓPRIA VIDA, PRÓPRIAS LEIS ETC. E está tentando melhorar isso desde Adão e Eva!
    Isso resume de fato o que seria a administração “capitalista” nas sociedades humanas. Que tal analisar esses “experts” à luz dessa nova postura?
    arioba

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