Marxismo: pai dos pobres e oprimidos ou dos criminosos?

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Acompanhamos nos últimos meses o desenvolver da intervenção federal no Rio de Janeiro, fortemente apoiada pela população.

Desde muito tempo, fazia-se mister uma tal medida, pois o nível da criminalidade do referido Estado era crítico.

Cabe, entretanto, observar que não somente no Rio de Janeiro, mas em todo território nacional o aumento da criminalidade se fez sentir.

A violência chega a níveis tais que a população se vê obrigada a tomar medidas extremas para defender ora sua propriedade, ora sua própria vida.

A violência não é de hoje. Porém, o que causa preocupação é o fato de que a incidência de crimes nunca esteve tão alta como nos dias de hoje, sobretudo após mais de uma década de governo do PT, partido de clara orientação marxista.

Em 2012 tivemos a maior taxa de homicídios da história: 29 homicídios para cada 100 mil habitantes. Enquanto que em 1980 a taxa era de 11,7 para cada 100 mil! ¹

Seria apenas uma triste coincidência esse aumento de homicídios? Ou poderia haver uma ligação entre a ideologia de esquerda e o banditismo social?

 

Marx e o problema social

Para Marx, o atual sistema econômico é um sistema injusto, pois teria como base o acúmulo de lucro obtido através da exploração do operariado pela burguesia, a chamada mais valia.

Segundo ele, a idéia de que todos, mediante esforço e trabalho, podem economizar e acumular riquezas é falsa, pois essa possibilidade existiria apenas juridicamente e não socialmente. Isso porque, socialmente, os demais aspectos da vida de um indivíduo são determinados por sua condição material.

Assim, aqueles que possuem uma melhor condição de vida (condição material) podem acumular capital, enquanto outros apenas serão explorados em sua força de trabalho, relegados à sobrevivência.

Essa visão materialista, que tem como corolário o “determinismo histórico”, encontra pouco respaldo na realidade dos povos, embora tenha seduzido muitos através do orgulho igualitário, que sempre prefere a inveja ao esforço metódico exigido pelo trabalho.

Como consequência dessa espécie de inevitável exploração do rico sobre o pobre, deveria haver uma revolução proletária que acabasse com esse sistema e implantasse outro, mais justo, mais igualitário.

O proletário deveria, portanto, reagir contra tal injustiça através da luta de classes.

Favorecimento da criminalidade

 

Não é por acaso que a esquerda, como decorrência desses princípios marxistas, acabe considerando o criminoso como um injustiçado da sociedade. Para quem rouba ou mata, deve-se aplicar um conceito adaptado de Direitos Humanos, que os considera vítimas de um processo de exclusão social.

O criminoso seria aquele excluído dos benefícios da sociedade, de uma sociedade onde alguns são ricos e outros são pobres, independentemente de isso ser resultado do trabalho de quem acumulou seu patrimônio. Para a esquerda radical, que serve de bússola para a esquerda moderada, a propriedade é um roubo, a mais-valia.

Por conta de sua situação, o criminoso é a vítima e o proprietário o ladrão. Com isso, qualquer medida de repressão aos atos ilícitos seria injusta, opressora.

O que explica, em boa medida, não só a política “anti-polícia” exercida pela esquerda – especialmente pelo PT – como também todo o favorecimento ao crime, seja ele organizado ou não.

Que favorecimento seria esse? De um lado, permitindo a impunidade em relação a vários tipos de crimes, seja alterando leis, seja sendo leniente no cumprimento da lei. De outro, por uma escancarada proteção aos criminosos através desse conceito distorcido de “direitos humanos”.

Rejeição da opinião pública

Seria inteiramente lícito apontar tal fator como um dos múltiplos fatores geradores do atual descontentamento dos brasileiros em relação não só ao sistema político, como também à própria Justiça, bem como ao descrédito em que estes caíram.

Sim, um dos múltiplos fatores. Pois há ainda outros, entre os quais poderíamos certamente apontar como principal o fator moral. Moral essa que, de uma forma ou de outra, é repelida pelo marxismo cultural, que a considera um instrumento de dominação de classe.

E o que exigir de um futuro Governo que se alçará ao poder?

A revogação de todas as medidas socializantes que foram impostas ao País nestes anos em que a esquerda teve nas mãos as rédeas do Estado.

E, oxalá, que assuma também a defesa dos princípios básicos fundamentais para a existência e desenvolvimento de uma civilização genuinamente cristã.

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