Ambientes, Costumes e Pressões

O ambiente universitário como locus privilegiado para formar idiotas úteis à Revolução

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Em 1951 Plinio Corrêa de Oliveira dava início a uma série de comentários destinados à “análise comparativa de aspectos do presente e do passado”[1], com o objetivo de “mostrar que a vida de todos os dias, em seus aspectos-ápice ou triviais, é suscetível de ser penetrada pelos mais altos princípios da Filosofia e da Religião”[2]. Neste sentido surgiu a seção chamada “Ambientes, Costumes e Civilizações” da revista Catolicismo.

Inspirado nisso, inicio aqui uma reflexão acerca do ambiente universitário, os costumes que aí são adotados, e a pressão esmagadora que este exerce sobre os acadêmicos. De fato, como o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho cita em seu artigo “O Imbecil Juvenil”, a mocidade de forma geral é apresentada como sendo o símbolo da rebeldia e da liberdade, embora ela seja fortemente influenciada pelo instinto de sobrevivência coletivo, isto é:

“[…] o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.”[3]

Assim, tão logo sai o resultado do vestibular, o calouro se apressa para ascender à classe “pensante e intelectual”, da qual agora fará parte. Contudo, em contraste com a imagem de rebeldia e liberdade, não tarda em submeter-se ao ritual de iniciação, o “trote dos veteranos”. Fica então claro ao novato qual é o melhor meio de sobrevivência no ambiente universitário: a humilhação contínua de si e de seus valores, acompanhada de um belo Smile, para a Selfie (em grupo, claro!).

 

Acadêmica submetida a trote universitário come na mão de veterano como animal de estimação
Acadêmica submetida a trote universitário come na mão de veterano como animal de estimação

Voilà! Está aí descrito o início do processo de destruição da personalidade no ambiente acadêmico, que poderá culminar na formação profissional de mais um idiota útil para a engenharia de esquerda.

 

Esta breve introdução serve como prefácio para uma série de artigos futuros, que terão como objetivo não só a análise de aspectos do dia a dia universitário, no qual podem ser observados os “mais altos princípios da Filosofia e da Religião”. Mas também neles se apontará a penetração dos princípios revolucionários e o modo como são aplicados na realidade acadêmica, isto é, em seus ambientes, costumes e pressões.

[1] OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. “Auto-retrato filosófico de Plínio Corrêa de Oliveira”. CATOLICISMO, São Paulo. v. 550, 1996, out. 1996. Disponível em: <http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=DF7752CD-3048-560B-1CEA66CD9096FFBE&mes=Outubro1996> Acesso em: 22 set. 2018.

[2] Idem, ibidem.

[3] CARVALHO, Olavo de. O Imbecil Juvenil. Disponível em: <http://www.olavodecarvalho.org/o-imbecil-juvenil/> Acesso em: 22 set. 2018.

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