Até a música pode refutar o igualitarismo

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Dentro da música existem três elementos fundamentais: a harmonia, o ritmo e a melodia. Os três formam uma maravilha sem tamanho; um verdadeiro reflexo do belo, que é Deus.

Boécio, fundador da Escolástica (477-524)

Sabe-se que dentro da Igreja, foi o lugar onde se desenvolveu toda a complexidade da música ocidental.

Mozart não existiria se Guido d’Arezzo, Papa São Gregório Magno e Boécio não houvessem iniciado os estudos musicais de forma mais ampla.

A música como algo complexo de ser entendido por se tratar de uma arte quase que inteiramente abstrata, está trelada com diversos campos de estudos – a matemática e a física são dois exemplos notáveis.

Por este motivo se desenvolveram estudos musicais dentro das chamadas “sete artes liberais” no período da Escolástica.

Sendo a música um dos “ligamentos intelectuais” dentro dessas “sete artes liberais”, ela pode nos ensinar algo valiosíssimo neste mundo de trevas que é a idade contemporânea.

Papa São Gregório Magno, criador do canto gregoriano (540-604)

Relacionando em certo sentido a música tonal com a ordem da tranquilidade, poderíamos dar como resultado uma sociedade imensamente produtiva, evoluída e boa.

Isso porque a música tonal conta com uma hierarquização extrema dos acordes, o que por fim acaba resultando em um som totalmente agradável.

Essa sonoridade verdadeiramente harmônica deveria ser o modelo de uma nação ordenada; hierarquizada e que trabalhasse em prol do bem-estar de seu povo.

Metaforicamente falando os acordes são as diversas organizações que trabalham para que a sociedade possua um ritmo, sendo esse a forma pela qual ela caminha.

Guido d’Arezzo, criador do tetragrama (992-1050)

A soma desses dois fatores resultam por fim no triunfo tão almejado que é a melodia.

O grande problema do mundo atual é a negação do belo, do verdadeiro e da ordem. Por esses motivos que hoje muitos pensam em um sociedade totalmente igual que por fim não demonstra produtividade alguma.

O igualitarismo é como a “música” atonal. Sempre tocada de forma desordenada causando um desconforto imenso pelo som horripilante.

O som horripilante equivale ao terror do ocidente; o socialismo.

O resgate de valores esquecidos

Como diz Jérôme Drucos, “Recuemos ao passado, sim, para melhor avançar, e veremos dentro de alguns anos que aquilo que aos olhos de alguns ainda aparenta ser uma involução será finalmente reconhecido pelo que é: uma revolução”.

A harmonia que uma sociedade precisa não é, em sentido algum, igualitária, pois é a desigualdade e somente ela a grande produtora.

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