Adesão do IPCO à “Declaração de fidelidade ao ensinamento imutável da Igreja sobre o casamento”

0

Una-se a milhares de bispos, sacerdotes e fiéis católicos preocupados que manifestam sua fidelidade aos ensinamentos imutáveis da Igreja sobre o casamento e à sua ininterrupta disciplina.

“Seja o casamento honrado por todos” (Heb. 13,4)
“Seja o casamento honrado por todos” (Heb. 13,4)

Declaração de fidelidade ao ensinamento imutável da Igreja sobre o casamento e à sua disciplina ininterrupta

Erros sobre o verdadeiro casamento e a família estão hoje disseminados nos círculos católicos, particularmente após os Sínodos Extraordinário e Ordinário sobre a família e a publicação da Amoris Laetitia. Diante desta realidade, milhares de bispos, sacerdotes e fiéis católicos preocupados através desta declaração manifestam a determinação de permanecerem fiéis aos ensinamentos imutáveis da Igreja sobre a moral e os Sacramentos do Matrimônio, da Penitência e da Eucaristia, bem como à sua disciplina atemporal e perene relativa a esses sacramentos.

Em particular, a Declaração de Fidelidade defende firmemente que:

I. Quanto à castidade, ao matrimônio e aos direitos dos pais

  • Todas as formas de coabitação more uxorio fora de um casamento válido contradizem gravemente a vontade de Deus;
  • Tanto o casamento quanto o ato conjugal têm como fim a procriação e a união dos esposos, e todo ato conjugal deve ser aberto ao dom da vida;
  • A assim chamada educação sexual é um direito básico e primário dos pais, a ser sempre exercido sob a sua atenta orientação;
  • A consagração definitiva de uma pessoa a Deus através de uma vida de perfeita castidade é mais excelente do que o casamento.

II.Quanto à coabitação, às uniões entre pessoas do mesmo sexo e ao novo casamento civil após o divórcio

  • As uniões irregulares jamais podem ser equiparadas ao casamento nem consideradas moralmente lícitas ou legalmente reconhecidas;
  • As uniões irregulares contradizem radicalmente o matrimônio cristão, não podem exprimir nem parcial nem analogamente o bem que ele representa, e devem ser vistas como formas pecaminosas de viver;

III. Quanto à Lei Natural e à consciência individual

  • As uniões irregulares não podem ser recomendadas como sendo um cumprimento prudente e gradual da lei divina;
  • A consciência não é a fonte do bem e do mal, mas um lembrete de como uma ação deve se conformar à lei divina e à natural;
  • Uma consciência bem formada nunca chegará à conclusão de que, dadas as limitações da pessoa, sua permanência numa situação objetivamente pecaminosa possa ser sua melhor resposta ao Evangelho, nem que isso seja o que o próprio Deus lhe pede;
  • As pessoas não devem ver o Sexto Mandamento e a indissolubilidade do matrimônio como meros ideais a serem perseguidos;
  • O discernimento pessoal e pastoral nunca pode levar os divorciados civilmente “recasados” a concluir que sua união adúltera possa ser moralmente justificada pela “fidelidade” ao seu novo parceiro, que desfazer uma união adúltera é impossível, ou que, se ela se desfizer, os parceiros se expõem a cometer novos pecados;
  • Os divorciados que estão “recasados” civilmente e não podem cumprir com a grave obrigação de separar-se, são moralmente obrigados a viver como “irmão e irmã” e evitar escândalo, em particular qualquer manifestação de intimidade própria aos cônjuges.

IV. Quanto ao discernimento, à responsabilidade, ao estado de graça e ao estado de pecado

  • Os divorciados civilmente “recasados” que escolhem a sua situação com pleno conhecimento e consentimento da vontade não são membros vivos da Igreja, por se encontrarem em estado de pecado grave que os impede de possuir a caridade e nela crescer;
  • Não há nenhum meio termo entre estar na graça de Deus ou estar privado dela pelo pecado mortal. O crescimento espiritual para alguém que vive em estado objetivo de pecado consiste em abandonar essa situação;
  • Sendo Deus onisciente, a lei revelada e a lei natural contemplam todas as situações particulares, especialmente ao proibirem ações específicas “intrinsecamente más”;
  • A complexidade das situações e os diversos graus de responsabilidade dos casos não impedem os pastores de concluir que as pessoas em uniões irregulares se encontram em estado objetivo de pecado grave manifesto, e de presumir, no foro externo, que elas se privaram da graça santificante;
  • Uma vez que o homem é dotado de livre arbítrio, os atos morais voluntários devem ser imputados ao seu autor, e a imputabilidade deve ser presumida;

V. Quanto aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia

  • O confessor tem o dever de admoestar os penitentes sobre as transgressões da Lei de Deus, e de certificar-se de que eles realmente desejam a absolvição e o perdão de Deus e estão decididos a reexaminar seu comportamento e corrigi-lo;
  • Os divorciados civilmente “recasados” que permanecem no estado objetivo de adultério nunca devem ser considerados pelos confessores como vivendo em estado objetivo de graça e com direito a receber absolvição ou a serem admitidos à Sagrada Eucaristia, a menos que exprimam contrição e a firme resolução de abandonar seu estado de pecado;
  • Nenhum discernimento responsável pode sustentar a admissão à Eucaristia de divorciados civilmente “recasados” que vivem abertamente more uxorio, sob a alegação de que, pelo fato de sua responsabilidade ser menor, não existe culpa grave, uma vez que seu estado de vida externo contradiz objetivamente o caráter indissolúvel do matrimônio cristão;
  • A certeza subjetiva em consciência sobre a nulidade de um casamento anterior nunca é por si só suficiente para eximir os divorciados civilmente “recasados” do pecado material de adultério ou permitir que ignorem as consequências sacramentais por viverem como pecadores públicos;
  • Aqueles que recebem a Sagrada Eucaristia devem encontrar-se em estado de graça, e portanto os divorciados civilmente “recasados”, vivendo publicamente em estado de pecado, correm o risco de cometer sacrilégio ao receber a Sagrada Comunhão;
  • De acordo com a lógica do Evangelho, as pessoas que morrem em estado de pecado mortal, não reconciliadas com Deus, são condenadas para sempre ao inferno;

VI. Quanto à atitude maternal e pastoral da Igreja

    • O ensino claro da verdade é uma eminente obra de misericórdia e caridade;
    • A impossibilidade de dar a absolvição e a Sagrada Comunhão aos católicos que vivem manifestamente em estado objetivo de pecado grave decorre do cuidado materno da Igreja, que não é proprietária dos Sacramentos, mas sua fiel dispensadora;

VII. Quanto à validade universal do Magistério permanente da Igreja

  • As questões doutrinárias, morais e pastorais relativas aos Sacramentos da Eucaristia, Penitência e Matrimônio devem ser resolvidas por meio de intervenções do Magistério, e por sua própria natureza não permitem interpretações contraditórias nem consequências práticas substancialmente diversas;
No momento em que as pragas do divórcio e da depravação sexual se espalham por toda parte, inclusive na vida da Igreja, é dever dos bispos, sacerdotes e fiéis católicos de declarar em uníssono sua fidelidade aos ensinamentos imutáveis da Igreja sobre o casamento e à sua ininterrupta disciplina recebida dos Apóstolos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.