Após a revolução industrial, a arte passou para uma estrutura – eu não poderia dizer patamar, porque a “arte” de hoje não pode ser arte de verdade – mais sofisticada – leia-se sofística -, e tudo que existia nas pinturas, nas esculturas, nas músicas passaram a tomar um maior público, pois a novidade que chegara aos modernos se chamava meio de comunicação em massa.

 Dentro desse amontoado de parafernálias surgiram objetos como o telefone, o rádio, a televisão, o vídeo cassete, o computador, etc. Devido a esse feito, a arte tomou a os palcos, os quadros e os setores da sociedade, e os tomou quando essa arte já não era a mesma. Aquela mesma arte de detalhe, de valor, de significado – no fundo de nobreza – que um dia tomara os palácios, as catedrais, as Igrejas, já não existia mais.

Chegara uma novidade no ocidente, e o nome dele era o vanguardismo modernista, que através dos meios de comunicação botou suas larvas na sociedade.

Apesar de o Brasil ser novo em relação a outros países ele nunca foi privado da ação revolucionária. Devido a isso, dentro do mesmo continente a arte buscou exílio – comparável a uma imigração islâmica que mata as mulheres, crianças e pais de famílias. Com a fuga da Europa, e dos conflitos revolucionários, a arte se refugiou na América, e o continente tornou-se um “polo artístico” modernista.

A parte mais afetada da Europa durante o século XX sem dúvida alguma foi a Europa Oriental. Holodomor, Gulags e genocídios adicionais, somaram mais de 20 milhões de mortos diretamente – isso sem contar de maneira indireta. Com toda a repressão comunista a arte foi sufocada e reduzida a uma propaganda comuno-ateia, e sendo assim os escritores quando não eram comunistas faziam suas obras escondidos – aqueles que conseguiram sobreviver a grande chacina de Lênin ou que nasceram posteriormente.

Após a revolução cultural na China introduzida por Mao Tsé-Tung, o país asiático passou por uma mudança radical no que diz respeito à arte. Muitos historiadores afirmam ser esse o momento da criação do politicamente correto.

O politicamente correto é uma espécie de ideologia, ou melhor, dizendo: uma religião pagã! – que transforma as “classes minoritárias” (leia-se “os outros”) da sociedade em espécie de deuses, como por exemplo os negros, as mulheres, os trabalhadores, etc.

O “outro” sempre deve ser legal. Nas palavras de um escritor brasileiro chamado Felipe Pondé “outro” significa quase sempre outras culturas ou algo oposto a Igreja, Deus, heterossexual, capitalismo ou arrumar o quarto e lavar o banheiro todo dia -, onde dizer qualquer coisa, tomar qualquer ação ou fazer qualquer sátira que seja entendida como contra essas classes endeusadas resulta em acusações de blasfêmias e te torna um criminoso, assassino, racista, homofóbico, preconceituoso e todos os adjetivos similares a esses sucessivamente.

Com todos os regimes comunistas somados no século XX, a revolução acabou avançando muito e cessou de atrair adeptos – isso porque o comunismo marxista puro é assassino da maneira mais descarada, e geralmente isso não atrai o público.

Esse efeito causado pelo comunismo foi um efeito muito similar em certo sentido ao que ocorreu no Brasil em 2018 com a eleição do atual presidente da república. O que quero dizer é que a revolução por avançar muito acabou assustando a população, e precisou voltar atrás e buscar outros meios, ou seja, recuou por estratégia.

Devido a esses acontecimentos, escritores em várias partes do mundo começaram a produção de uma verdadeira contrarrevolução em relação à arte, onde retratavam de maneira constante a “prosperidade moral, social e econômica” dos regimes comunistas, como é o caso da poetisa Anna Akhmátova.

Os regimes tanto comunistas, como fascistas, nazistas – nacionalistas de modo geral – tornaram maçante o sangue espalhado por toda Europa. Com a consolidação da ONU a imprensa tomou novos rumos e a revolução atualizou-se a uma versão 2.0 de comunismo, nomeadamente pacifista, hippie e anticristão.

Com a quebra desses regimes totalitários o mundo passou a viver a “liberdade de imprensa”.

Quando o vanguardismo artístico respirava por aparelhos, o evento revolucionário de Maio de 68 rejuvenesceu a arte moderna, e colocou no píncaro mais alto da maluquice o relativismo mais radical já conhecido – que no fundo já está se distanciando do relativismo e partindo para o regime dd, isso é o regime do demônio, nada relativista e sim certeiramente satanista.

Com essa “grande” gama de “deuses artísticos”, ou melhor dizendo “demônios artísticos”, a estratégia da revolução era de enobrecer – no sentido mais pejorativo possível – a classe artística, concedendo um investimento altíssimo para a criação de cubos, primas, triângulos, fios, mictórios, e essas “obras primas” que se observam algumas vezes nas cidades de São Paulo ou em algumas partes do mundo.

O objetivo traçado pelos atuais revolucionários é de tentar dizer que o artista por pensar que um espirro de tinta num quadro pode ser arte de certa forma tem uma intelectualidade muito acima da razão humana, e sendo assim os pobres homens do planeta terra não possuem a capacidade de entender o porquê aquele indivíduo fatura três milhões de dólares por um quadro sujo de guache.

Com essa super idealização dos artistas o posto começou a se tornar uma alavanca de cargo público – isso para implodir a nação e implementar um regime tão demoníaco como esses vulgos artistas.

Com essa conquista o vanguardismo atingiu o mais alto píncaro da cafonice, onde fizeram pessoas como Frei Beto negar o próprio Santo Tomás de Aquino – isso sem contar o fato de que a Santa Igreja possui uma base fundamental chamada tradição, um horror para esse tipo de pessoa mal caráter.

Tudo que é tradicional os vanguardistas destroçam, fazem chacota, e tratam como um crime. Se no passado a roupa era sinônimo de crença moral, hoje um homem pode ficar completamente nu como bem entender; se no passado o homem pregava a castidade, hoje uma criança pode tocar em um homem nu em um “museu” de “artes”. Em nome da vanguarda pode-se fazer tudo, até mesmo um queermuseu.

Por meio do politicamente correto as minorias – postas pelos revolucionários como grandes inimigos da civilização – tomaram o palco da arte, e isso fez com que a negação da propriedade chegasse a um cume, e esse cume era a favela urbana.

Se os ricos possuem propriedades, riqueza em abundância e são felizes, devemos mostrar a eles como os “marginalizados” podem ser felizes também. Assim pensam os artistas do miserabilismo, que transformam a arte na personificação da desconstrução da nobreza, do dinheiro e da riqueza.

“Só os ricos compram! Só eles usufruem do mercado! Mostremos a eles o quão cegos são! Mas bem, esquecemos que tomamos a alta cultura através da demonização da arte”.

Assim se sucedeu, e os modernistas botaram as larvas do novo socialismo na alta cultura. Com a conquista do politicamente correto iniciada no regime comunista chinês, os novos revolucionários pegaram o “fio da meada” e no mundo a colocaram.

No fundo do politicamente correto existe o marxismo, isso porque essa irreligião prega pelas “minorias” e contra as “maiorias” – os ocidentais – como já foi citado. Tudo dentro da ideologia de Marx aponta contra a tradição, e introduzindo isso na arte a acusação ficou mais forte, pois a arte é algo muito presente na vida humana.

Tomando os novos rumos do mundo, esse novo ideal entrou na América e conquistou o ocidente inteiro. A revolução tomou todos os lugares da civilização e apontou mais uma “conquista”. Porém, uma dona de casa acabou não entendo porque o filho reclamava da aula de artes na escola e foi falar com o diretor.

O diretor mostrou que o grande ministério da educação colocou na grade curricular uma matéria de artes identificada como surrealismo. Essa mãe ficou revoltada e começou a postar em todos os jornais do mundo essa notícia bombástica.

É claro que essa história é mentira, mas retrata bem que a população não entende o porquê um artista faz um homem desfigurado em uma parede e ganha muito dinheiro. Com essa ideia a arte modernista começou a decair mais ainda em reconhecimento – como já era previsto -, porque já não atraia adeptos. No fulgor do combate contra a civilização essa “arte” até teve muito apoio, por ser uma forte combatente, mas não conquistou o público.

Com a decadência do modernismo, a arte começou a ser mais relativizada ainda, e hoje se ouve mais do que nunca que “nós não podemos definir o que é arte ou o que não é, porque a beleza é relativa”. Isso aumentou porque a fama diminuiu, então o apelo a um argumento de que tudo é bom, mas nem sempre, mas sim, porém talvez, etc., mostrou que a “arte” moderna não havia morrido, mas ainda estava viva falando mais asneiras, para variar.

Com a última revolução industrial e a conquista da tecnologia avançada, a juventude buscou vícios maiores – porque vamos combinar que adolescente não quer ficar vendo um espirro de tinta na parede. Sendo assim, a arte de fato morreu quase que por completo, que era um objetivo desde o princípio do modernismo – basta ver o dadaísmo.

No fundo no fundo isso só provou o quão ineficiente a arte moderna foi em distinguir o bom do ruim.

Isso entra também na mesma ideia que Schöenberg abordou no século passado a respeito da musical dodecafônica – horrorosa por sinal – que criou: “não terá fama”. É bem verdade, e a revolução conquistou um objetivo: distanciar o homem do que é belo, para no fundo distanciar o homem de Deus.

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