26 de Março – São Ludgero

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São Ludgero, primeiro bispo de Münster

Bispo e Confessor

(+ Münster, Alemanha, 809)

S. LUDGERO foi o grande Apóstolo e bispo da Frísia. Os pais, Tiasgrim e Liafburga, eram natu­rais de Utrecht. Ludgero nasceu em 744, em Zuilen sobre o Vecht. De tenra idade ainda, já manifesta­va grande inclinação para o estu­do e para o sacerdócio. Os pais, que eram religiosos, observando es­ta vocação, confiaram o filhinho aos cuidados do abade S. Gregó­rio, sucessor de São Bonifácio, no convento de Utrecht.

Mais tarde, mandado para a Inglaterra, tor­nou-se discípulo do grande Alcui­no. Em 772, quando os frisões fo­ram expulsos da Inglaterra, Ludge­ro voltou com ele para o continen­te. Em 777 foi admitido ao sacerdócio e recebeu o sacramento da Ordem em Colônia. De lá seguiu imediatamente para a Frísia, on­de trabalhou 7 anos como missio­nário, reerguendo a obra de São Bonifácio, tão barbaramente destruída pelos frisões pagãos.

Depois, em 784, se dirigiu para Itália, on­de ficou durante dois anos no Mos­teiro de Monte Cassino. Neste ínte­rim deu-se a conversão do chefe dos saxões, Widukind.

Ludgero vol­tou para a Frísia e pregou o Evan­gelho em Heligoland. Em 796 prin­cipiou a missão em Mimigard, na Westfalia, onde poucos anos depois fundou um grande mosteiro. Este mosteiro tornou-se tão importante, que ao seu lado a antiga ci­dade Mimigard quase desapa­recia. O nome de Mimigard caiu em desuso, dando lugar ao de Monasterium, nome este que, adaptado ao idioma ger­mânico, se transformou em Münster.

Um outro grande convento foi fundado em Werdon sobre o Ruhr; este teve uma duração de mil anos.

Ludgero é o protótipo do verdadeiro missionário católico. Instrumento na mão de Deus, tinha em mira só a glória de Deus, a propagação da doutri­na cristã e a salvação das almas. Grandes regiões da Ger­mânia setentrional devem a este Apóstolo beneditino a fé católica.

Incansável no serviço de Deus, a morte colheu-o no meio dos trabalhos apostólicos, no dia 26 de março de 809. O cor­po foi sepultado em Werden, sendo-lhe o túmulo glorificado por muitos milagres.

REFLEXÕES

1. S. Ludgero era amigo de bons livros. A que livros dás preferência? Pertences àquela classe de católicos que pretendem ler tudo? Já viste alguém que tire das pra­teleiras da farmácia a esmo, qual­quer droga para ingerir, dizendo que não lhe causará mal algum? Só um mentecapto poderia conce­ber tal abuso. Há livros que não podem ser lidos por ninguém, como, por exemplo: Livros que atacam a santa religião ou ofendem a moral. Es­tes envenenam o espirito e roubam ao coração o que de mais precioso tem. O indiferentismo religioso, reinante na so­ciedade moderna e o relaxamento mo­ral, que se observa por toda a parte são devidos, e quase exclusivamente, à má imprensa. A má imprensa corrompe, perverte e mata. Grande é a responsa­bilidade dos pais que deixam penetrar no lar jornais, revistas e livros ímpios, livres e obscenos. Livros maus, jornais ímpios e pornográficos podem ter só um destino; o fogo.

2. S. Ludgero não interrompia as ora­ções, para atender a quem quer que fosse. O respeito que devemos a Deus, re­quer que façamos bem a nossa oração e não a interrompamos ou perturbemos por qualquer distração. Principalmente quando assistimos ao santo sacrifício da Missa, devemos ter o maior recolhimen­to. Conversar na Igreja, quando devía­mos rezar, é ofender a Deus e dar mau exemplo ao próximo. “A casa de Deus é casa de oração”. Se quiseres prova da cultura religiosa e da boa educação de alguma pessoa, observa como a mesma se comporta na igreja.

 

Retirado e adaptado do livro: Lehmann, Pe. João Batista , S.V.D., Na Luz Perpétua, Lar Católico, Juiz de Fora, 1956.

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