O homem para proteger a própria personalidade – essa formada na maioria das vezes por uma mesquinha, maldita e desgraçada vaidade – utiliza artifícios psicológicos que o proporciona o bem estar pessoal. Em nome do bem estar pessoal percebe-se que no fundo, no fundo ele não gosta de sofrer nenhum tipo de contrariedade. É um preguiçoso, e sendo preguiçoso não tem vontade de defender os próprios ideais. Isso sob a prerrogativa do respeito humano. Será possível alguém capaz de não usar essa máscara?

“A imagem não é o ser” de Magritte

            É sabido dizer que o homem que coloca o seu ideal acima de suas vontades é um verdadeiro herói. Isso se deve ao fato de que a indolência e a covardia são intrínsecas à natureza humana – por decorrência do pecado original –, e por isso a máscara na maior parte da população mundial está “pegada à cara”.

            Em verdade, aquele que utiliza essa máscara vive numa utopia, sendo essa utopia a responsável por causar a tristeza de alma; o reconhecimento da impossibilidade de alcançar os próprios devaneios, fantasias e alucinações.  Graças à razão imposta aos homens, o ser humano percebe que as paixões são as responsáveis por matar o senso comum. Esse senso comum pode ser identificado como aquilo que faz o homem sentir a verdade imposta a sua própria natureza – leia-se Lei Natural.

            É difícil de fato alcançar o verdadeiro idealismo, porque no mundo é mais provável que o homem seja movido por suas vontades, e assim cumpre-se algo dito pelo próprio Sócrates: “Alguns poucos homens são melhores do que a maioria”, isso é, alguns poucos capazes são sempre responsáveis pelo mundo; pelo resto. O resto são os mascarados, e em verdade a máscara deve ser descartada, pois aquele que a utiliza é um falso, e se é falso não é verdadeiro, e se não é verdadeiro é mentiroso. A mentira por sua vez deve ser aniquilada.

            Ferrenhamente foi assim a luta de Plínio Corrêa de Oliveira, identificado pelo seu martírio de alma – e de corpo também -, e pelo aniquilamento da maldita revolução mascarada. É apenas através desse meio que ele pôde dizer assim como disse São Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Senhor, Deus meu, dai-me agora o prêmio de vossa glória!”.

“Os dias de vida do homem se contam pelos dias em que ele sofreu, porque só se vive plenamente o homem que de certo sofre.”

– Plínio Corrêa de Oliveira

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