O canto gregoriano: exemplo de beleza criada no seio da Santa Igreja

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O mundo moderno tem deixado ao mundo muitas atrocidades nos campos artísticos, principalmente na música onde qualquer coisa pode virar um sucesso, sem que lhe seja dada o mérito de ser boa.

Porém, há um tipo de canto que é belo e extraordinariamente esplêndido: o canto gregoriano.

A beleza vem não só de sua execução, mas também de sua história. O canto gregoriano tem sua origem nos tempos de vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando os salmos eram cantados nas Sinagogas.

O canto gregoriano tem sua glória na Idade Média, quando a Cristandade era vivida na sociedade como um todo. Os tempos de paz eram maiores e os de guerra eram menores.

São Gregório Magno, Papa, fora quem formou as coletâneas dos cantos e, além disso, iniciou a Schola Cantorum. Com isso, muitas outras pessoas puderam ver e viver a beleza de tal canto.

Mas então, caro leitor, você talvez se pergunte: se o canto gregoriano é tão belo, por que não vemos em rádios, programas e relações afins? É simples: as relações entre aquilo que é belo e verdadeiro jamais ficam juntas com aquilo que é miserável e indigno de real beleza como tem o canto gregoriano.

A beleza que as pessoas atualmente veem, infelizmente, não tem como real objetivo louvar a Deus, isto é, sendo sempre subordinado a Deus e, por conseguinte, à elevação a alma. Pelo contrário, buscam o mais baixo do ser no mais baixo das suas atitudes.

Nisto, cabe-se colocar algumas verdades que podem muito bem ser observadas em um período de tempo.

Uma delas é que a música já não tem um bom significado, tampouco em sua essência quanto no seu contexto. Veja, qual foi a última vez em que viste uma melodia tocada que pudesse elevar vossa alma ao mais alto dos céus, a ponto de entrar em uma contemplação para com Nosso Senhor, vide que esta é a função da música? Não podemos ter isto a não ser que queiramos encontrar e, portanto, busquemos.

Lembremos que a música ela tem três pontos para que seja exatamente música.

  1. Melodia – parte na qual notas se associam e formam uma sequência (fala-se do sistema tonal e não o atonal);
  2. Harmonia – a parte que harmoniza, isto é, combina-se junto com a melodia;
  3. Ritmo – a determinação do som em função do tempo, ou seja, a sua duração perante o tempo.

Denota-se então que, por causa dessa perda de significado, pouco se vale dizer o que é música, como também pouco se vale entender a música. Ouve-se certas “músicas” que só tem ritmo e que, de música, não tem nada.

Poderão dizer-te também que “a música é uma expressão cultural e que, portanto, não precisa dessas regras”.

Ora, tu não tens regras para com tua vida? Não é de Deus a ordem para que tudo esteja certo, do jeito certo e para um objetivo certo? Lembremos que Deus é a perfeição!

Por isso que, dentre todos os tipos de música que possam existir, o canto gregoriano é o mais belo: nele há ordem, há respeito para com as execuções (mediante o canto/cântico selecionado), há distribuição equivalente entre as notas (sem igualdade no que tange a duração e a frequência das notas) e, além do mais, é voltado para Aquele que É a bondade e a perfeição.

Por fim, aqui estão exemplos de cantos gregorianos que fazem uma contemplação e elevam a alma.

Adoro te Devote
Te Deum Laudamus
Primeira Lição de Sexta-Feira Santa – Lamentações de Jeremias
Dies Irae, canto do século XIII

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