Como o Concílio Vaticano II destruiu a música litúrgica

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A música ocidental é um dos grandes tesouros que Santa Igreja Católica Apostólica Romana entregou ao mundo que por ali fez bom uso dela durante muito tempo. Porém, com o passar dos séculos a coisa não foi andando como deveria.

De fato, existem músicas boas e músicas ruins, como já foi citado em outro artigo. A grande questão – uma das centenas questões – que os teólogos modernos não respondem é referente ao estrago que o CVII produziu ao adotar uma adaptação totalmente equivocada.

Por que fechar o estudo musical dos diversos Santos da patrística e da escolástica com sete chaves no grande baú de tesouros que é a tradição Católica?

Há quem diga que em verdade a música gregoriana e os antigos cantos nunca foram apagados e nem fechados dentro do baú.

Mas aqui se indaga algo ao qual deveriam pensar aqueles que repetem esse comentário; então por que a aversão aos tradicionais?

O estrago que causou o Vaticano II foi premeditado por diversos leigos, religiosos e fiéis. E com a música não foi diferente – é só observar o tipo de música que hoje ouvimos tocar na maioria das Igrejas ao qual entramos. Frequentemente notamos o uso de baterias, guitarras e violões durante a celebração da Santa Missa.

A tradição Católica sempre foi muito atenta em relação a esse tema, mas por que na segunda parte do século XX, a denominada Era do paganismo foi o momento ao qual o modernismo – que foi condenado por São Papa Pio X -, adentrou sob o pretexto de “adaptação aos tempos atuais” em nome de um concílio?

O que fez São Papa Pio V durante a Contrarrevolução – mais conhecida como Contrarreforma pelos livros de história – durante a Revolução Protestante – coincidentemente conhecida como Reforma Protestante também -? Foi justamente fortalecer a liturgia convocando um concílio sob o pretexto de “não adaptação aos tempos daquela época“.

E por que durante a maior crise da humanidade, quando o líder supremo da Igreja deveria fortificar mais ainda a resistência da Igreja em relação a maior heresia da história, ele faz justamente o contrário?

Com a música não foi diferente. Na verdade foi a mais fácil de subverter, pois é ela uma das maiores influenciadoras do homem.

Santa Cecília, padroeira da Música Sacra

 

A Música Sacra segundo o Concílio Vaticano II

 

No documento da CONSTITUIÇÃO CONCILIAR SACROSANCTUM CONCILIUM SOBRE A SAGRADA LITURGIA, no capítulo VI, é esclarecida a mudança na música litúrgica com comentários consideravelmente contraditórios e de cunho totalmente progressista.

Inicialmente se fala sobre a importância da Música Sacra para a liturgia, elogios à tradição musical da Igreja, e no meio se faz o seguinte comentário: “A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas”.

Ora, a qualidade requerida seria aquilo de acordo com a tradição musical da Igreja, o que hoje não ocorre, e está ai mais um problema minucioso.

Em seguida se fala sobre a promoção desse estudo, que é muito importante tanto para os seminários quanto para os conventos e finaliza dizendo: “Para consegui-lo, procure-se preparar também e com muito cuidado os professores que terão a missão de ensinar a música sacra.”

Outro problema é o ensino da música efetuada por professores dentro das paróquias e dioceses, que hoje em dia realmente ensinam que é correto tocar guitarra e bateria durante as missas.

Continua falando sobre o ensino da música e aparece mais uma contradição: “A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar”.

Não é necessário dizer que isso não ocorre em nenhuma paróquia. Pelo menos na maioria esmagadora, se eu estiver errado.

No penúltimo parágrafo existe uma indagação que segue para um comentário se referindo aos livros de São Pio X: “Procure terminar-se a edição típica dos livros de canto gregoriano; prepare-se uma edição mais crítica dos livros já editados depois da reforma de S. Pio X”.

Realmente, era necessária uma edição mais crítica, analisando de forma a relacionar as mudanças heréticas que o mundo sofria naquele período era realmente necessário.

Mas por que tudo que deveria ocorrer não ocorreu? Que era realmente fortificar a música litúrgica e deixa-la com um aspecto mais resistente à música típica da revolução hippie que estava aflorando no mundo naquela época.

Ocorreu justamente o contrário e hoje vemos até “padres” dançando durante a celebração da Missa.

“Promova-se muito o canto popular religioso, para que os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias ações litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam”; termina assim a parte da promoção à música.

Realmente, deve-se promover o canto religioso, o único problema é promover a revolução que se instaurou dentro da música e até mesmo dentro da música religiosa, que inclusive contrariam todo o estudo musical da patrística e da escolástica.

Se segue o trecho final do capítulo, que inclusive aplicado hoje, decretou de fato o fim da música sacra, e isso pelo espírito de liberalidade que ele possui.

Em certas regiões, sobretudo nas Missões, há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e lhe dê o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua índole, segundo os art. 39 e 40. Por isso, procure-se cuidadosamente que, na sua formação musical, os missionários fiquem aptos, na medida do possível, a promover a música tradicional desses povos nas escolas e nas ações sagradas”.

            Ora, percebe-se que de fato foi uma influência marcante para os “sacerdotes” simpatizantes do tribalismo indígena. Na verdade todo o Concílio Vaticano II foi uma esperança para eles, pois é nítido o tom de liberalismo dentro desse trecho.

Aqui se indaga mais uma vez, é necessário dizer a respeito dos inúmeros casos de padres com índios, umbandistas, e seitas diversas que participaram de danças e músicas anticatólicas durante a missa?

O grande problema do Concílio Vaticano II em si, é dar esse espírito de liberalidade, o que não mostra uma resistência contra a heresia que os membros da Igreja Católica deveriam combater.

Essa fumaça preta e minuciosa que se instaurou dentro da Igreja teve claramente um impulso por parte dessa mudança muito mais que musical, pois é ela definitivamente o retrato do homem moderno, e a Igreja não deveria de forma alguma se moldar de mundo, mas sim o mundo se moldar da tradição.

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