Debate sobre o Santo Sudário

1

santosudario

Leitores do site Lepanto, Salve Maria!

O debate a seguir está inserido no artigo sobre a autenticidade do Santo Sudário:

https://lepanto.com.br/catolicismo/ciencia-e-fe/provada-a-autenticidade-do-santo-sudario/#comment-137445

Em uma resposta rápida aos comentários de Joaquim Ferreira – que ultimamente têm sido bastante recorrentes – dirigimo-nos a ele diretamente.

Preferimos agora nos dirigir não mais a ele, mas sim a todos os leitores do nosso site. Assim, evitamos um viés simplesmente pessoal no debate. Nosso objetivo não é ficar em discussões prolongadas com opositores, sobretudo, com aqueles que querem apenas manter suas posições.

Procuramos, antes de tudo, trazer assuntos e esclarecimentos de dúvidas de católicos, ou aos interessados, normalmente esquecidos em outros meios.

A refutação completa exige estudo e pesquisa em terrenos, no mínimo, históricos, filosóficos, psicológicos e teológicos. Um tempo muito precioso para ser despendido com fito único de demonstrar o erro do contendor. E depois desse árduo esforço, oh! mon Dieu!, o rival apenas se encarniçará mais na sua posição. Dificilmente, admitirá o seu erro.

A argumentação a seguir, portanto, não é feita para convencer o opositor, mas para ser apreciada pelo leitor imparcial, que poderá verificar qual é a posição mais razoável.

Nesse sentido, o debate e a refutação podem trazer frutos compensatórios.

Além disso, há outro objetivo nosso: alertar os leitores de que as ideias contidas nos comentários de Joaquim Ferreira não estão de acordo com a doutrina católica.

Antes de entrarmos no cerne da discussão, queremos trazer à baila algumas curiosas inferências de Joaquim Ferreira. Atente o leitor para os destaques que acrescentamos aos comentários.

Joaquim Ferreira disse:

13 de novembro de 2016 às 8:11

Em relação ao sudário, devemos ser claros. Embora as chagas observadas no lençol coincidam com o que é descrito nos evangelhos canónicos, não podemos omitir que no tempo de Jesus e posteriormente (guerra judaica), foram crucificados milhares de homens. O sudário pode ser de outra pessoa qualquer. No entanto, existe uma particularidade que me faz acreditar que este sudário envolveu Jesus: a coroa de espinhos, dado o tipo de ferimentos observados na cabeça. A coroa só se coloca a quem? A quem é considerado rei. Neste caso, “Rei dos judeus”, como o consideraram, no gozo, os soldados romanos.

 

Vemos, então, que Joaquim Ferreira acredita que este sudário envolveu Jesus”. Ao menos, era esta a sua posição no dia do comentário, 13 de novembro de 2016.

Mas em 15 de novembro, portanto, dois dias depois, sua posição, parece, mudou:

 

Joaquim Ferreira disse:

15 de novembro de 2016 às 18:25

O lençol de linho que envolveu Jesus no sepulcro, jamais poderia ser o mesmo que o envolveu quando retirado da cruz. Se fosse o mesmo, ficaria impresso um enorme borrão de sangue e nunca a imagem verificada.

 

Então, primeiro Joaquim diz “acreditar que este sudário envolveu Jesus”. Depois, “jamais poderia ser o mesmo que o envolveu quando retirado da cruz”.

Vamos dar o benefício da dúvida ao Joaquim. Talvez o que ele disse não seja uma contradição. Talvez seja apenas uma mudança de posicionamento legítima depois de alguns estudos feitos por ele sobre o Sudário.

Outra interpretação das palavras do Joaquim seria: ele acha que houve DOIS sudários que envolveram o corpo de Nosso Senhor.

Mas aí um problema se ergue. Se Joaquim Ferreira fez alguns estudos sobre o Sudário e mudou de posição, ele já deveria saber:

1 – que NÃO houve DOIS sudários, em dois momentos diferentes;

2- que há explicação científica comprovada de como o mesmo sudário que envolveu Nosso Senhor depois da crucifixão não tinha “um enorme borrão de sangue”, para usar as palavras do Joaquim.

Aliás, a expressão “um enorme borrão de sangue” é precipitada e denuncia a falta de informação do contendor Joaquim Ferreira.

A propósito, citamos a título de complemento ao já transcrito no nosso artigo o que concluíram os professores John Heller e Alan Adler e que nenhum cientista ousaria contestar: “a presença de sangue, sangue humano, e do tipo AB, venoso e arterial no Santo Sudário, coagulado, proveniente do corpo ainda vivo, e não coagulado, o do tórax, resultante da lançada”. (Cfr. O auto-retrato de Jesus, a autenticidade intrínseca do Santíssimo Sudário; Eurípedes Cardoso de Menezes, pág. 31).

Quanto à intrigante insinuação de dois sudários – um de logo após a crucifixão e outro do sepultamento – aconselhamos ao contendor “informar-se sobre isso”: Nosso Senhor teve de ser retirado da cruz e sepultado às pressas, numa quase como que correria. Tudo porque o descanso sabático dos judeus se inicia às seis horas da tarde de sexta-feira.

Quase não houve tempo para preparar o corpo de Nosso Senhor. Essa “correria” salvou os dados que temos hoje no sudário, os quais surpreendem a todos.

Isso vai de encontro ao especulado segundo sudário do Joaquim.

Ademais. Não há razão nenhuma para levantar a hipótese de 2 sudários. Mesmo que isso fosse verdade, não estaria invalidado o sudário que temos atualmente, de onde se tiram, apenas dele, todos os incríveis dados científicos já constatados, à outrance.

Agora vamos ao ponto principal do debate com Joaquim Ferreira.

De início, mencionamos que alguns das ideias de Joaquim Ferreira eram contrárias à sã doutrina católica. Isso suscitou uma contra resposta dele. Aí vai a conversa na íntegra: comentário do Joaquim, réplica nossa e tréplica dele:

Joaquim Ferreira disse:

5 de novembro de 2016 às 20:45

Na minha opinião, após a morte de Jesus, este foi colocado no sepulcro sobre uma pedra plana com o sudário a cobri-lo conforme se verifica na imagem reproduzida. Jesus, dado o seu grau de perfeição, atingiu o estado de “CORPO DE ARCO-ÍRIS”, que consiste na emissão de luz intensa quando o corpo falecido se desmaterializa totalmente. Esta luz emitida, contribuiu para a impressão tridimensional verificada no sudário. O nosso AMADO JESUS DE NAZARÉ, disse estas palavras extraordinárias: Se fizerdes as obras da verdade, conhecereis o mistério que vos há-de libertar”. Obviamente a passagem de corpo físico a corpo espiritual. Esta é libertaç

 

Equipe Lepanto disse:

8 de novembro de 2016 às 12:21

Joaquim Ferreira, Salve Maria!

No seu comentário, as expressões “Corpo de Arco-Íris” e “desmaterialização” parecem não estar de acordo com a sã teologia e filosofia católica.

De onde você as tirou? Elas trazem a inevitável impressão de um sentido gnóstico!

Filosoficamente, por exemplo, e simplificando ao máximo o assunto, a expressão “corpo desmaterializado” é uma contradição. Pois, corpo é o que ocupa algum espaço “material”, corpo sem matéria é impossível.

Não confundir isso com a expressão consagrada na teologia católica: “corpo glorioso”. Neste caso, o corpo “material” adquire características sobrenaturais.

Se quiser manter o assunto, aconselhamos uma boa obra de teologia católica para fundamentar suas ideias e assim evitar mal entendidos aos leitores de nosso site.

Equipe Lepanto.

 

Joaquim Ferreira disse:

10 de novembro de 2016 às 12:33

Agradeço o facto de terem publicado a minha opinião e respeito a vossa discordância; mas,em 1952, Timor Leste, um monge tibetano, alguns dias após a sua morte, transformou-se em luz que irradiou por todo o compartimento do quarto onde se encontrava alastrando-se a outros setores. Foi presenciado por diversas testemunhas. Apenas foram encontrados cabelos e as unhas. Este acontecimento, é o “corpo de arco-íris” que só acontece a quem tenha atingido um grande grau de perfeição. Informem-se sobre isto. Atenção: sou cristão e não budista.

 

Muito bem. Agora vai a nossa resposta à tréplica do Joaquim.

Antes de tudo, convém assinalar que o nosso debatedor não nega que “corpo de arco-iris” e “desmaterialização” sejam expressões contrárias, em princípio, à doutrina católica tradicional.

Como não foi negada pelo adversário, a nossa afirmação permanece de pé: “Elas (aquelas expressões) trazem a inevitável impressão de um sentido gnóstico!”.

Portanto, expressões gnósticas. As mesmas são normalmente injetadas das mais variadas formas no budismo, “encarnacionismo”, espiritismo, “trans-migracionismo”, etc. O budismo tibetano é o que está na vanguarda, digamos, do tema.

São fundamentalmente contrárias à doutrina católica. Daí a nossa preocupação em alertar nossos leitores sobre os perigos de tais expressões. Somos um site católico e temos por consciência de demonstrar o nosso desacordo com posicionamentos contrários à doutrina católica.

Consequência, são expressões contrárias à doutrina católica, também são contrárias a Nosso Senhor Jesus Cristo e uma injúria à sua gloriosa Ressureição.

A tentativa de aproximação entre a gnose budista e Nosso Senhor é invariavelmente levantada pelos hipnotizados com as loucuras do “nirvana niilista”, para dar algum crédito aos fracos alicerces das religiões orientais, mais ou menos fantasiosas e fetichistas. Tal aproximação é ridícula, absurda e injuriosa.

Se o nosso contendor Joaquim quiser “informar-se sobre isso”, ou seja, sobre a raiz da pretensa semelhança entre budismo e cristianismo, aconselho o interessante artigo:

http://www.newadvent.org/cathen/03028b.htm

Além do mais, já que o nosso debatedor diz para “informarmo-nos”, sugiro que ele “informe-se” melhor sobre o tal “monge tibetano” que “em 1952, Timor Leste, alguns dias após a sua morte, transformou-se em luz”.

Ao que tudo indica, o tal monge supostamente se “tornou arco-iris” não no Timor Leste, mas sim no Tibete Oriental. Nosso contendor escorregou numa simples informação truncada talvez, talvez… de tradutores online: Eastern Tibet é muito semelhante a Timor Leste.

Não é de se estranhar! As informações truncadas são o terreno comum quando o assunto é monges tibetanos perdidos na neve e que se “desmaterializam em luz”!

Mas houve outro monge tibetano sim, pode vir a dizer o Joaquim, que se transformou em arco-iris no Timor Leste. Pode ser… e com tantos monges tibetanos virando luz, não será difícil encontrar outros “sudários” por aí com evidências tão claras quanto as encontradas no de Turim dos chamados “corpos de arco-iris”.

Onde estão os tais “sudários”? Ou melhor, onde estão os trapos desses monges miserabilistas luminescentes, com ao menos algum diagnóstico similar ao do Santo Sudário.

Aguardamos a resposta do Joaquim…

Enfim, isso tudo apenas denota a fraqueza inicial e a loucura final da alcunhada “libertação budista”.

Curiosamente, a última frase do Joaquim é muito esclarecedora: “Sou cristão, não budista”. Trata-se, no fundo, de uma precaução suspeita. Se não houvesse perigo de confusão entre budismo e cristianismo, não haveria necessidade desta prevenção.

Mas o próprio Joaquim Ferreira intui a confusão e por isso deixa a preventiva postada. Intui, outrossim, a contradição ululante entre Nosso Senhor Jesus Cristo e “corpo de arco-iris”, “desmaterialização”,… “transmigração”, “nirvana”, etc.

Esperamos com essa resposta que nossos leitores fiquem avisados quanto aos erros do Joaquim e que este não persista mais em tentar utilizar nossa página para propagar suas doutrinas perniciosas à fé católica.

Que Nossa Senhora, Sede da Sabedoria, ajude a todos nós à permanecermos fiéis aos verdadeiros ensinamentos do Divino Filho dEla.

Equipe Lepanto

1 COMENTÁRIO

  1. Li atentamente o artigo Debate sobre o Santo Sudário nesta madrugada, 01-12-2o16, e fiquei extremamente gratificado com os esclarecimentos que Nossa Senhora Sede da Sabedoria lhes favoreça com Suas luzes.Amém.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.